Plástico nos oceanos; Fonte: Google Images

Profundezas do Oceano: Recordista Encontra Plástico

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Victor Vescovo é o nome do explorador norte-americano que, num submersível,  levou a presença do homem ao fundo dos oceanos, batendo, no dia 13 de Maio de 2019, o recorde do maior mergulho, com 11 quilómetros de profundidade. Para surpresa, o homem já tinha chegado às profundezas de outra forma: foram encontrados um saco de plástico e papéis de rebuçados, divulgou a BBC.

O mergulho realizou-se na Fossa das Marianas, no oceano Pacífico, a leste das ilhas Marianas.No total foram realizados cinco mergulhos pela equipa e foram lançadas sondas robóticas para permitir uma melhor exploração.

De acordo ainda com a informação divulgada pela BBC, o mergulhador passou quatro horas no fundo do oceano e para além do plástico encontrou quatro novas espécies de crustáceos, uma criatura chamada verme de colher e um caracol do mar cor-de-rosa.

Os cientistas planeiam analisar as criaturas recolhidas, com o objetivo de perceber se mesmo neste lugar tão profundo do oceano as criaturas marinhas sofreram ingestão de microplásticos.

“Os principais emissores [dos microplásticos] somos nós. Os plásticos e as pequenas partículas conhecidas como microplásticos são poluentes globais. Existem em todo o lado, na terra, no ar, nos rios, nos lagos e naturalmente no oceano e nos mares.(…) Os plásticos que resultam daqueles produtos que nós todos consumimos (…) chegam em diversos tamanhos e formas através dos influentes contaminados em alguns casos, sobretudo os mais pequenos, mas também através dos objetos de plástico que são abandonados como lixo e que não são tratados devidamente.”, disse ao WikiTribune / Português  Lúcia Guilhermino, investigadora de Ecotoxicologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto (Portugal)

Ainda em declarações ao  WikiTribune/  Português, Lúcia Guilhermino explicou que “para além desses plásticos que no ambiente se vão partindo em fragmentos mais pequenos até chegarem às dimensões micro e nano (…) chamados microplásticos secundários” existem ainda “aqueles plásticos já produzidos com dimensões micro ou nano que são utilizados em diversos produtos, incluindo os cosméticos, de higiene pessoal (…).”

Em relação às zonas de concentração destes microplásticos, a investigadora do ICBAS disse que “ao nível dos mares” a maior concentração está nas “zonas costeiras das áreas muito urbanizadas ou onde existem indústrias  diversas (…)” e “giros oceânicos” que são “zonas onde confluem  as correntes marinhas de grande amplitude e depois os plásticos concentram-se aí, acabam por permanecer muito tempo, andam num circulo.”

De acordo com a especialista,  “os animais e outros organismos absorvem (…) através do aparelho respiratório ou da pele, ou outro tipo de revestimento corporal e acabam por incorporar estes microplásticos e os químicos que eles contem.”

Lúcia Guilhermino alertou para as consequência dos plásticos e agentes químicos na saúde animal, referindo os “tipos de toxicidade muito preocupantes” que podem levar à morte afetando “funções básicas, de coordenação de movimentos e visão” e ainda “efeitos de dano e stress oxidativo” e “interferência com a reprodução das espécies”.

“Estes plásticos vão-se acumulando nas cadeias tróficas, o que quer dizer que quando nós comemos o peixe ou outro tipo de alimentos estão contaminados por plástico”, afirma a referida  professora, realçando a gravidade do problema.

Ainda em Janeiro deste ano, a BBC divulgou um estudo realizado por investigadores da Universidade de Exeter, em Inglaterra, e do Laboratório Marinho de Plymouth (PML), um instituto de investigação marinha no Reino Unido, onde dos 50 mamíferos marinhos examinados todos tinham microplásticos nas entranhas. Os mamíferos em estudo constituíam 10 espécies de golfinhos, focas e baleias e foram encontrados nas costas da Grã-Bretanha. Nesta pesquisa, também foram incluídos mamíferos encontrados mortos ao longo da costa da Escócia. Maioritariamente, as partículas – 84% – eram fibras sintéticas e fragmentos de embalagens de alimentos e garrafas de plástico, segundo a BBC.

Na perspectiva de Lúcia Guilhermino, a solução para este problema “passa por todos nós”, incluindo a diminuição do consumo e produção de plásticos e ainda a reciclagem e reutilização.

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        BBC

        Lúcia Guilhermino, investigadora de Ecotoxicologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto (Portugal)

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